
Woody Allen abarca com seus planos o mal estar caracterizado pelas regras do materialismo mundano. Um álbum de imagens indicadoras da má-consciência, reatividade e raquitismo moral associável à nossa década. Em cuja criação prevalece a justeza da amortização de seus elementos críticos e a cristalização da metáfora da auto-consumição. O que impulsiona Sonho de Cassandra, antes de mais nada, é a presença graciosa de sua delicadeza e paciência para que a utilização do método aconteça naturalmente, dando a ela uma organicidade criadora, viva, o filme em constante movimento, como que realizado nos áureos tempos do cinema americano.

