segunda-feira, 20 de abril de 2009

Marlon Brando



..Pessoas mesmo são os loucos, os que estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, que querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles que nunca bocejam e falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos de artifício explodindo como constelações...

Jack Kerouac

The Doors


“Algumas pessoas têm da poesia uma idéia tão vaga que tomam o próprio vago por uma idéia de poesia”.

Paul Valéry

domingo, 19 de abril de 2009

Mickey Rourke


A primeira impressão que transparece em Mickey Rourke é que tudo nele é articulado aos detalhes; e isso talvez aconteça por ser diabolicamente observador, nada lhe escapar. Em seguida, uma vivacidade meio infantil, encantadora, cheia de armadilhas no seu olhar prontas para atuar no ataque a outra pessoa, ou em defesa brusca por algum ideal. Esse perfil de fragilidade, sedução e adorável manipulação talvez lhe empreste a intimidade e intensidade ideais à postura dos seus papéis mais freqüentes, a do brilhante homem frágil, mas há certamente algo mais: o respeito às distâncias e a capacidade de captar (e inserir) os dados circunstanciais da Cena na formação dos pontos luminosos de sua Atuação; acompanhantes da mais perfeita lisibilidade de relato e condensação da matéria dentro do que está associado à competência/naturalidade/vigor dentro do cinema.


Groucho Marx


O arco temporal que se inicia com a morte de Groucho ainda nos reserva outro nome portador de cárites semelhantes. A confiança espalhafatosa de suas máximas não encontrou nenhuma aproximação performática; o anarquismo de sua pose esfíngica sequer poderia ser pensado; a voragem de suas singulares ironias revela-se cada vez mais criativa e pulsante a uma época de pobre potencial, mas de intensa investida ao registro; o equivalente para a produção extra de sua usina pantomímica; ou mesmo seu flanar nonsense, na contramão da objetividade castradora a que o humor vem estreitando relações. Faz falta.

Arte que Troteia



"Quando finalmente o conheci, logo vi que não se tratava precisamente de um artista, mas antes de um homem do mundo. Entenda-se aqui, por favor, a palavra artista num sentido muito restrito, e a expressão homem do mundo num sentido muito amplo. Homem do mundo, isto é, homem do mundo inteiro, homem que compreende o mundo e as razões misteriosas e legítimas de todos os seus costumes; artista, isto é, especialista, homem subordinado à sua palheta como o servo à gleba. G. não gosta de ser chamado de artista. Não teria ele alguma razão? Ele se interessa pelo mundo inteiro; quer saber, compreender, apreciar tudo o que acontece na superfície de nosso esferóide."

Charles Baudelaire sobre Constantin Guys.