
O arco temporal que se inicia com a morte de Groucho ainda nos reserva outro nome portador de cárites semelhantes. A confiança espalhafatosa de suas máximas não encontrou nenhuma aproximação performática; o anarquismo de sua pose esfíngica sequer poderia ser pensado; a voragem de suas singulares ironias revela-se cada vez mais criativa e pulsante a uma época de pobre potencial, mas de intensa investida ao registro; o equivalente para a produção extra de sua usina pantomímica; ou mesmo seu flanar nonsense, na contramão da objetividade castradora a que o humor vem estreitando relações. Faz falta.

